07.2008
10 coreografias fomentam a discussão sobre os rumos da dança - 16 a 29 de julho

De 16 a 20 de julho os grupos IN VITRO e Solos e Reverberações apresentam o resultado individual de seus intérpretes. As coreografias dão continuidade a “Mostra (in) dependente de dança?”, que ainda trará em sua programação as companhias: Cia Nósláemcasa, Coletivo de Artistas Intermitente Abismo dos Sonhos e Cia Fragmento. Além de demonstrações de trabalho e debates sobre políticas públicas.

As Companhias

Solos e Reverberações é o resultado da pesquisa individual realizada por sete intérpretes selecionados dentro do projeto “10 Solos e reverberações”, que foi contemplado pelo prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna, formulado e orientado por Key Sawao e Ricardo Iazetta. O objetivo do projeto foi orientar os artistas a desenvolverem sua pesquisa pessoal e sua própria linguagem na dança. O nome do espetáculo dá nome ao grupo, formado por dez criadores.

O grupo IN VITRO surgiu dentro do território da UNICAMP, quando os intérpretes cursavam o curso de Dança da instituição. As coreografias apresentadas foram elaboradas entre os anos de 2005 e 2007 com o objetivo de apresentar uma linha condutora de reflexões sobre diferentes maneiras de se organizar o fazer coreográfico. O grupo preza pela diversidade de referências em sua linguagem e atualmente se concentra na circulação do seu trabalho, contando com o apoio do PAC – Programa de Ação Cultural da Secretaria do Estado de São Paulo.

As Coreografias

Solos e Reverberações

O Cego e o Aleijado – Alan Screk escolheu a imagem de uma árvore e sua raiz para pautar sua pesquisa a partir dos movimentos em espirais traçando paralelos com as contradições que há no cotidiano.

Ecologias – A pesquisa de Suzana Saboya teve como ponto de partida imagens de vegetações do ambiente urbano e os limites que o separa de substâncias como cimento, concreto e asfalto. Qual sua relação com o indivíduo, e onde e como essas imagens reverberam no corpo.

O Princípio da Incerteza – O trabalho de Samanta Barros faz uma analogia com o enunciado da mecânica quântica, que afirma que o ato da observação afeta o objeto observado. O que sobra de verdadeiro em nós durante a contemplação de algo que se mostra, no preciso momento em que a tivermos diante dos olhos? Eis um dos questionamentos levado à cena por Samanta.

Tentativa de Salvar o mundo 1 – No processo de pesquisa de Julia Rocha, a intérprete investiga as possibilidades da dança de forma fragmentada. Esta é a terceira parte da trilogia: “Op.1: Nasce a dança como compromisso ilusório - real” e “Op.2: O ir de todos”.

Um conto de um ponto de tempo – O foco do solo de Manoela Afonso é o tempo e suas possibilidades de leitura. Apoiada na literatura de Julio Cortazar, a intérprete propõe que o público se atente ao momento presente.

Entre contenções – Eduardo Fukushima traz para sua dança um depoimento pessoal/corporal, em que cria possibilidades de ambientes a partir do corpo.

Uma história encerrada no mundo – O solo de Marcelo Moraes trabalha no terreno da fronteira entre teatro e dança, e propõe-se a experimentar uma maneira singular de tal modalidade, reinventando-a.

IN VITRO - Três olhares sobre a dança

Tu não te moves de ti – É o nome de um livro da escritora Hilda Hilst que serviu como inspiração para o solo de Érica Tessarolo.

Sobre deuses, sonhos e outras fragilidades – O solo de Marcos Buiati reúne expressões corporais que remetem à simbologia dos conceitos de espaços geográficos e psicológicos.

Depois do verde – demonstra a técnica do grupo na dança moderna apoiada nos estudos de tempo e espaço.

Ficha Técnica

Solos e reverberações

Concepção e interpretação: Alan Scherk, Suzana Bayona, Samanta Barros, Júlia Rocha, Manuela Afonso, Eduardo Fukushima e Marcelo Moraes. Fotografia: Marcelo Maffei (Entre Contenções), Manoela Afonso (Um conto de um ponto de tempo), Júlia Rocha (Tentativa de salvar o mundo -1), Suzana Saboya (Ecologias), Samanta Barros (O Princípio da Incerteza) Orientação: Key Sawao e Ricardo Iazetta 

Três Olhares sobre a dança

Tu não te moves de ti

Interpretação: Érica Tessarolo Concepção e direção artística: Marisa Lambert Criação, edição e produção musical: Daniel Dias (prelúdio n° 14, op.11, de Alexander Scriabin, noturno para piano de Daniel Dias, percussão de ferros de Leandro Barsallini) Concepção de luz: André Prado Fotografia: Clarissa Lambert

Sobre deuses, sonhos e outras fragilidades

Concepção geral (criação de luz, figurino, trilha sonora) e interpretação: Marcos Buiati Orientação: Daniela Gatti Fotografia: Clarissa Lambert

Depois do verde

Concepção geral (criação de luz, figurino) e interpretação: Érica Tessarolo, Marcos Buiati, Verônica Piccini e Isabel Monteiro Orientação: Angela Nolf Trilha Sonora: Marcelo Vieira Fotografia: Clarissa Lambert

Serviço

Mostra (IN) Dependente de Dança – de 10 de julho a 10 de agosto

  • Solos e Reverberações - Quarta a Sexta (dias 16, 17 e 18 de julho) às 21h

Durações/Recomendações:

Qua (40 min./livre) Qui (50 min./14 anos) Sex (62min./ 12 anos)

(Na quinta, após o espetáculo, haverá uma conversa com o público sobre o processo de criação do grupo, com a presença de Ricardo Iazetta e Key Sawao)

  • Três olhares sobre a dança - Sáb (19 de julho), 21h e Dom (20 de julho), 20h

Duração total e recomendação: 55 min/livre

(No domingo, após o espetáculo, haverá um debate com o público sobre o processo de criação do grupo)

Espaço Maquinaria

Endereço: Rua 13 de Maio, 240 – Bela vista – São Paulo/SP
Telefone: 011 3259-7580
Lotação: 80 lugares
Ingresso: R$10
Horário de Bilheteria: uma hora antes
Aceita cheque

Informações para a imprensa
Canal Aberto – 11 2914 0770/ 9126 0425 – Márcia Marques - www.canalaberto.com.br