07.2008
CLÁSSICO BRASILEIRO DOS ANOS 70, “O MENINO DA PORTEIRA” É REFILMADO COM GRANDE ELENCO

O cantor Daniel, José de Abreu e Vanessa Giácomo estão nos papéis principais.

Mais de 30 anos depois do lançamento de “O Menino da Porteira”, verdadeiro clássico popular brasileiro que levou mais de 4 milhões de pessoas aos cinemas, a dupla Jeremias Moreira (direção) e Moracy do Val (produção executiva) volta a se reunir.

Jeremias e Moracy estão refilmando o grande sucesso de 1976, agora com o cantor Daniel no papel do boiadeiro Diogo , e José de Abreu como o vilão Major Batista.

Juliana, principal papel feminino do filme, é agora vivida por Vanessa Giácomo.

Com a ação ambientada nos nostálgicos anos 50, este novo “O Menino da Porteira” tem suas filmagens realizadas no município de Brotas, interior paulista, e na cidade cenográfica especialmente construída no Pólo Cinematográfico de Paulínia (SP).

A produção é da Jerê Filmes, empresa com forte atuação no mercado de produção cinematográfica comercial, várias vezes premiada no Brasil e no exterior.

A distribuição é da Sony Pictures

Daniel se prepara como ator profissional

O cantor Daniel está levando muito a sério esta sua nova empreitada como ator. “Estou passando por uma preparação muito interessante, fazendo inclusive laboratórios sobre o personagem, juntamente com outros atores do filme, gente que tem experiência em atuar”, afirma. 

O cantor aceitou o convite prontamente, principalmente pela identificação que tem com o mundo sertanejo. “Estou gostando muito de toda a idéia. É claro que existe uma ansiedade, porque a responsabilidade é muito grande. Não é uma participação menor, como já fiz anteriormente, mas sim o próprio personagem principal. Agora é tudo muito diferente!”, diz.

Daniel foi instruído pelo diretor a não assistir à primeira versão do filme, de 1976. “Acredito que para não ter influências – explica – mas eu conheço a história, por causa da música que fez parte da minha formação musical, e vi o filme há muitos anos, mas não me lembro de quase nada”.

O vilão do filme será vivido por José de Abreu, ator com dezenas de novelas e minisséries em seu currículo, além de mais de 20 filmes para cinema. Entre eles, “Mauá”, “Guerra de Canudos”, “O Cineasta da Selva”, “O Guarani”, “Doces Poderes”, “Lamarca”,  “Faca de Dois Gumes”, “A Intrusa” e vários outros.

Revelada na telenovela “Cabocla”, a carioca Vanessa Giácomo interpretará Juliana. Nos cinemas, ele esteve “Os 12 Trabalhos” e

viveu o papel principal de “Canta Maria”.

Marcou presença na TV em “Sinhá Moça”, “Amazônia – De Galvez a Chico Mendes” e em “Duas Caras”.  

Diretor defende a idéia de um “Cinema Popular Brasileiro”

Moracy do Val, produtor executivo do filme, acredita que o “timming” para esta releitura de “O Menino da Porteira” é dos mais adequados. “Já se passaram mais de 30 anos do lançamento da versão original. Logo, com certeza existe hoje um enorme contingente de potenciais espectadores nascidos após o evento, espectadores estes que certamente se somarão à grande parcela dos milhões que já assistiram àquela versão tanto no cinema, como na TV e em vídeo. Some-se a isso o fato de que a música ´O Menino da Porteira` continua sendo a de maior sucesso no gênero, apreciada e cantada pelas novas gerações e conservando o mesmo apelo popular da época do primeiro filme”, afirma Moracy.

O diretor, Jeremias Moreira, traz claramente a proposta de um filme que se comunique diretamente com o grande público. “Estou partindo da idéia de um Cinema Popular Brasileiro para elaborar a estética e a estratégia de comunicação do filme. Em nossa história, a fluência narrativa está sendo trabalhada em conjunto com uma abordagem estética baseada no conceito da verossimilhança. `O Menino da Porteira` original, que é pioneiro e considerado um clássico no gênero, merece uma versão mais elaborada e compatível com a consistência estética do melhor cinema que se faz hoje no Brasil”, conclui Jeremias.

A equipe conta com técnicos e profissionais de primeira linha do cinema brasileiro

Os técnicos e profissionais que integram a equipe do novo “O Menino da Porteira” são nomes de grande destaque do cinema brasileiro, entre eles:

Direção de Fotografia de Pedro Farkas, o mesmo de “Não por Acaso”, “Zuzu Angel”, “Vida de Menina”, “O Diabo a Quatro”, “Desmundo”, “Memórias Póstumas’, “Dois Córregos”, “A Ostra e o Vento” , “Capitalismo Selvagem”, “A Marvada Carne e dezenas de outros.

Direção musical de Nelson Ayres, compositor, maestro e arranjador de renome internacional. Atuou nas trilhas de “Dois Córregos” (em parceria com Ivan Lins), “O Xangô de Baker Street” (parceria com “Edu Lobo”), “Garotas do ABC”, “Falsa Loura”, e compôs músicas de época para a trilha de “A Hora Mágica”.

Roteiro de Carlos Nascimbeni, montador dos filmes “Delírio e Morte de Um Retirante”, e “O Pequeno Exército Louco”, de Lúcia Murat.

Dirigiu os curtas “Esquisitamente Familiar”, “Um Musical” e “Sete Lições Para Se Aprender Com As Crianças“, “Os Loucos e os Ladrões”. Também produziu curtas para a Spectrus Produções Cinematográficas. Escreveu, dirigiu e produziu o longa-metragem “Made In Brasil”, um longa em episódios, pelo qual recebeu o Prêmio Governador do Estado, de 1984, em São Paulo, de melhor roteiro.

Em 2004 foi produtor executivo do longa “O Martelo de Vulcano”. A partir dos anos 1990 trabalhou TV, onde escreveu e dirigiu a minissérie “Colônia Cecília”, na Bandeirantes, dirigiu a telenovela “Brasileiras e Brasileiros”, no SBT, o infantil “Castelo Rá-Tim-Bum” na TV Cultura e foi Diretor Geral do Telecurso 2000 para a Fundação Roberto Marinho.

Foi Gerente de Produção da Fundação Padre Anchieta, responsável pela implantação dos programas RG, com Soninha, Arte&Matemática, Ilha Rá-Tim-Bum, Jazz&Cia, Galera e Contos da Meia Noite. Foi Diretor Executivo da TV Câmara São Paulo.

Produção Executiva de Moracy do Val, um dos principais responsáveis pelo grande sucesso dos filmes sertanejos dos anos 70, e da explosão do grupo “Secos & Molhados”, de Ney Matogrosso.

 Foi um dos fundadores famoso Grupo Oficina e de seu teatro. Foi também sócio do Teatro Gazeta e do Procópio Ferreira. Co-produtor de peças como “A Ratoeira”, “Godspell” e “Hair” e dos shows “Noites de Bossa” no Teatro de Arena.

Na TV Excelsior foi um dos produtores do “Ensaio Geral”, com Gilberto Gil, Maria Bethânia, Gal Costa, Geraldo Vandré, Tuca, Ciro Monteiro, Jacó do Bandolim e o maestro Radamés Gnatalli.

Produziu os filmes “O Menino da Porteira”, “Mágoa de Boiadeiro”, “Chumbo Quente” (três dos grandes sucessos do gênero caipira), “Outro Lado do Crime”. “Diário da Província” e “De Cara Limpa”.

Dirigiu a “Reserva Especial”, primeira produtora e distribuidora de vídeo, especializada em filmes brasileiros.

Direção e roteiro de Jeremias Moreira. Ex-assistente de Luiz Sérgio Person e de Roberto Santos. Foi Diretor de produção de “Pantanal de Sangue” (de Reynaldo de Barros), “Efigênia Dá Tudo o Que Tem” (de Olivier Perroy), “O Predileto” (de Roberto Palmari) e “Ato de Violência” (de Eduardo Escorel). Foi montador de “O Predileto” e de “Diário da Província” (ambos de Palmari).

Dirigiu "O Menino da Porteira", e “Mágoa de Boiadeiro”, dos quais foi também co-produtor, montador e roteirista, e na seqüência, "Fuscão Preto".

No mercado publicitário, dirigiu mais de mil comerciais, e foi premiado com o Leão de Ouro em Cannes, o Galo de Ouro em Gramado, e o Grand Prix em Mar Del Plata.

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