Baseado no filme Ou Tudo ou Nada, o espetáculo conta a história de seis amigos às voltas com problemas do dia-a-dia, como falta de dinheiro e desamores. Com criatividade e muita coragem eles fazem striptease e encontram uma maneira divertida de dar a volta por cima. Adaptada de uma obra argentina, a peça incorpora a típica malandragem brasileira e reúne na trilha sonora sambas de Martinho da Vila, Noel Rosa, Adoniram Barbosa e Paulo Vanzolini

Com três elencos fixos (São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte) e outro a ser montado para a estréia na Bahia (ainda sem data definida),
ADORÁVEIS SEM VERGONHAS volta em cartaz na cidade e reestréia dia
15 de fevereiro no
TEATRO AUGUSTA, trazendo no elenco Jandir Ferrari, Paulo Goulart Filho, Gilmar Guido, Marcelo Szykman, Mário Hermeto e Clóvis Gonçalves, sob a direção de Guilherme Leme, também autor da adaptação. A temporada vai até 2
7 de abril.
Dirigida por Guilherme Leme, a peça apresenta o universo de um grupo de amigos às voltas com as dificuldades do dia-a-dia: falta de dinheiro, desemprego, amores e desamores, as relações humanas. São seis homens que chegam a um limite, mas que não perdem a esperança e o sonho de serem felizes. Para dar a volta por cima eles precisarão de coragem e criatividade.
A peça foi adaptada por Guilherme Leme – que tem os direitos de produção e montagem – a partir do texto do argentino Daniel Botti, inspirado na peça Ladie’s Night, de Anthony McCarten e Stephen Sinclair, que resultou no enredo do filme Ou Tudo Ou Nada (The Full Monty, Inglaterra, 1997). Sucesso mundial, o filme ganhou prêmios na Europa e Estados Unidos, onde concorreu a quatro Oscar (filme, diretor, roteiro e trilha musical). O espetáculo foi montado, ainda, nos Estados Unidos (inclusive na Broadway) e diversos países europeus.
Sucesso internacional com jeitinho brasileiro
“Vi o espetáculo em 2002, em Buenos Aires”, diz Guilherme, “e achei que daria uma bela versão brasileira. Consegui montá-lo no ano seguinte no Rio, sendo a primeira peça que dirigi, antes de A Idade da Ameixa, já apresentada aqui em São Paulo. A versão argentina adaptada pela diretor mescla o roteiro do filme com soluções originais. “A minha versão faz o mesmo, acrescentando, ainda, o insuperável modo brasileiro de enfrentar problemas e situações difíceis. Na trilha musical, sambas antigos, canções dos anos 30 até mais recentes, completam a boa cara do Brasil”.
A ação se passa numa oficina mecânica do Bixiga, onde Chevrolet (Clóvis Gonçalves) é encarregado. Edinho (Jandir Ferrari), Mangueira (Marcelo Szykman), Vanderlei (Paulo Goulart Filho), Peixoto (Mário Hermeto) e Fubá (Gilmar Guido) são os desocupados que ali se reúnem quase que diariamente para passar o tempo, falar da vida, chorar as mágoas e principalmente tentar uma idéia fantástica para ganhar algum dinheiro. Quando o dono da oficina resolve vendê-la e Chevrolet também perde o emprego, a idéia finalmente aparece. Nascem então “Adoráveis Sem Vergonhas". Seis desempregados que para reaver um pouco da dignidade perdida e da alegria de viver, conseguem com estratégias mirabolantes realizar um show de strip tease masculino mais viril da cidade de São Paulo.
Sobre a montagem
Como a peça estreou no Rio e os ensaios aconteciam em um galpão na Lapa, tradicional bairro boêmio, os figurinos são inspirados em personagens reais. “Saíamos na rua para olhar as pessoas”, conta Guilherme, informando que um dos figurinos é um terno de malandro carioca, com cravo na lapela e chapéu vermelho. O cenário reproduz uma oficina mecânica confeccionada com ferro e sucata. Para dar o clima da malandragem, a trilha sonora reúne sambas de Martinho da Vila, Noel Rosa, Adoniran Barbosa e Paulo Vanzolini, entre outros.
Os Adoráveis Sem Vergonhas são:
Chevrolet (Clóvis Gonçalves): sujeito meio rabugento, mas boa praça e apaixonado pela esposa. Mecânico à moda antiga, é o gerente da oficina, onde todos os amigos desempregados se encontram.
Edinho (Jandir Ferrari): desempregado como todos os outros amigos, Edinho acaba de ser trocado pela mulher por um “advogadozinho de porta de cadeia”. O temperamento alegre e ansioso não deixa a peteca cair. É ele quem sempre tem idéias absurdas para sair da crise financeira. É o alto astral da turma.
Mangueira (Marcelo Szykman): filho de pastor, a base de sua educação foi religiosa. Vive pregando a palavra do Senhor entre seus amigos e tenta há tempos sair do desemprego, custe o que custar.
Vanderley (Paulo Goulart Filho): jovem inteligente, estudado, bem articulado, tem medo de assumir a homossexualidade perante os amigos. Por ser filho de uma prostituta, sofreu na pele o preconceito.
Peixoto (Mário Hermeto): cinquentão desempregado, é o paizão da galera e muito amigo de Edinho. Malandro de berço, demonstra que na realidade é um tremendo coração mole.
Fubá (Gilmar Guido): quarentão, solteiro, motorista de táxi desempregado, ainda mora com os pais. Faz o tipo bonachão, boa praça. É muito amigo dos “caras”, mas tem um carinho especial por Chevrolet. Por ser gordinho, os amigos tiram sarro dele. Quando fica nervoso, se transforma e não aceita de forma alguma ficar pelado na frente dos outros.
Sobre Guilherme Leme
Com mais de 20 anos de carreira – completados em 2005 – Guilherme Leme é um artista multifacetado. Já participou de diversas novelas, como Bambolê, Bebê a Bordo, Que Rei Sou Eu?, Vamp, De Corpo e Alma e Malhação, minisséries (O Primo Basílio e Labirinto) e dos filmes Benjamim, Erotique e Anjos da Noite, pelo qual ganhou prêmio de ator revelação no Festival de Cinema de Gramado.
No teatro, atuou e produziu mais de vinte espetáculos, com destaque para Os Olhos Verdes do Ciúme, Decadência, Eduardo II, Medeamaterial e Felizes da Vida, entre outros. Experiências que lhe deram bagagem para inaugurar um escritório de produção teatral com a produtora Silvia Rezende, colocando em cartaz os espetáculos Os Adoráveis Sem Vergonha e A Idade da Ameixa, ambos com direção dele mesmo, e Trindade, no qual também atua. O artista também dedica seu tempo às artes plásticas, já tendo realizado seis exposições no Brasil e participado de duas coletivas no exterior.
Críticas
"Em matéria de abrasileiramento de texto, esta experiência é das mais felizes, onde um humor incrivelmente saudável resulta muito divertido". (Bárbara Heliodora - Jornal O Globo)
"Platéia delira com excelente versão de comedia tresloucada". (Lionel Fischer - Jornal Tribuna da Imprensa)
"A história da turma de bolso vazio que resolve montar um espetáculo de strip tease foi admiravelmente transposta para o palco pelo diretor Guilherme Leme. O cenário de Sérgio Marimba é primoroso. A montagem extremamente irreverente é valorizada pelo entusiasmo e entrosamento do elenco". (Veja Rio)
Para roteiro:
ADORÁVEIS SEM VERGONHAS - Texto: Versão livre de Daniel Botti, a partir da obra Ladie´s Night, de Anthony McCarten e Stephen Sinclair. Direção e adaptação: Guilherme Leme. Elenco: Jandir Ferrari, Paulo Goulart Filho, Mário Hermeto, Gilmar Guido, Clóvis Gonçalves, e Marcelo Szykman. Cenário: Sergio Marimba. Figurino: Sônia Tomé. Iluminação: Adriana Ortiz. Coreografia: Ana Paula Bouzas e Paulo Goulart Filho. Seleção musical: Guilherme Leme. Produção geral: Sílvia Rezende. Produção SP : Gilmar Guido e Wil Lanzillo. Duração: 80 minutos. Classificação etária: 12 anos.Temporada – Até 27 de abril, sextas, às 21h30, sábados, às 21 horas e domingos, às 19 horas. Ingressos - Sexta-feira R$ 2,50 (Preço Único), sábados e domingos R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia-entrada). www.caproducoes.com.br
TEATRO AUGUSTA – Sala Nobre - Rua Augusta, 943 – Cerqueira César - São Paulo. Informações pelo telefone (11) 3151-4141 ou pelo site www.teatroaugusta.com.br; webmaster@teatroaugusta.com.br. Capacidade - 302 lugares. Horário de funcionamento da bilheteria: quarta e quinta, das 15h às 20h; sexta, sábado e domingo das 15h até o início do espetáculo. Acesso para pessoas com deficiência física. Ar-condicionado.
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