01.2008
Paulo Von Poser & Cristina Guerra na Monica Filgueiras
Mônica Filgueiras Galeria de Arte abre seu calendário expositivo 2008 com a mostra Cidade Objeto de 2 curiosos residentes paulistanos: o artista plástico Paulo Von Poser e a fotógrafa Cristina Guerra. Um conjunto formado por 4 séries com 28 trabalhos em pequenos formatos, como fotos, livros de bolso, ‘caixas utilitárias’, a ‘Rosa da Luz’ e a ‘Cidade Coração’ levam o espectador a um novo encontro com São Paulo, propiciando uma visão mais aprofundada desta metrópole criativa, paradoxal e inspiradora. A abertura é dia 22 de janeiro.
Exposição Paulo Von Poser & Cristina Guerra
Cidade Objeto
Local
Mônica Filgueiras Galeria de Arte - mofilgue@terra.com.br
Rua Bela Cintra, 1.533 ( 3082.5292 / 3081.9492.
Abertura 22 de janeiro, terça-feira, das 17 às 22hs.
Período 23 de janeiro a 23 de fevereiro de 2008.
Horário 2a a 6ª feira, das 10 às 19hs. Sábado, das 10 às 15hs.
Nº de obras 30
Técnica madeira/ MDF, caixa de vidro, fotografia s/ papel, fotografia s/ canvas, desenho em resina, bordado em linha
Dimensão de 10 x 10 cm a 80 x 100 cm
Preço de R$ 1.000,00 a R$ 8.000,00
Ass. Imprensa
Balady Comunicação
Silvia Balady (9117.7324)| Flavio Castanheira(8259.4621)
( (11) 3814.3382
baladycom@balady.com.br
Paulo Von Poser e Cristina Guerra inauguram o calendário de 2008 da Mônica Filgueiras Galeria de Arte oferecendo um novo presente a São Paulo, pelo seu aniversário, com a mostra Cidade Objeto. Nesta sua segunda exposição em conjunto, os 2 criadores conservam a cidade como tema principal; mas os focos, materiais e formatos utilizados são radicalmente opostos ao mostrado anteriormente.
São 4 séries compostas por 30 trabalhos: as 454 imagens aéreas da cidade de São Paulo acondicionadas em uma caixa de vidro; a série VADEMECUM composta por 10 caixas com desenhos e fotos criando objetos em forma de ‘livros de bolso’; os 9 ‘oratórios urbanos’, caixas de madeira com fotos, para serem penduradas na parede; as 8 ‘caixas objeto’, cubos abertos de madeira recobertos com fotos para guardar coisas em casa e as obras ‘Rosa da Luz’ e ‘Cidade Coração’, recortes de madeira com aplicação de fotos, desenhos, bordados e outros materiais.
A intenção principal dos artistas é a de negar e contrapor algumas soluções e formatos utilizados por eles mesmos em Você esta aqui (2006), radicalizando ainda mais alguns princípios utilizados na produção das imagens, aprofundando sua visão da cidade possível, criativa e paradoxal, inspiradora de encontros e perplexidades. Ao invés de grandes painéis, centenas de imagens em tamanho pequeno. O espaço escolhido é a antítese do primeiro: um local intimista, uma caixinha branca e acolhedora. Os trabalhos são em formatos mínimos e intensos, cuja manipulação é quase obrigatória para sua compreensão. As pequenas caixas estão aí para sugerir que se use a cidade, brinque com ela, descubra suas surpresas! Cada série de registros propicia uma correlação diferente com SP.
Os objetos de arte criados por Paulo Von Poser e Cristina Guerra nascem de um processo totalmente híbrido, orgânico e plural; uma vez que os artistas não dispensam nenhuma idéia, nenhuma vontade, procurando sempre confirmar uma experiência direta de conhecimento da cidade como cidadãos, artistas e caminhantes, incorporando o máximo de referencias e influencias do local onde escolheram morar e habitar.
O resultado desta união transcende uma produção individual, pois são 2 artistas pesquisando, duas mentes criando, refletindo e produzindo em conjunto. Linguagens distintas, e ao mesmo tempo complementares, desenho, fotografia e poesia, sugerem uma relação de harmonia e interferência entre si. Simultaneamente, permitem desvendar, com uma complexidade máxima de criação e síntese, uma cidade e toda a sua potência criativa que divulga aspectos do coletivo, do espaço urbano, do público.
Paulo Von Poser e Cristina Guerra criam uma arte leve, para todos, e ao mesmo tempo lúdica, acessível e que indica, em sua manipulação, uma transformação do olhar, do sentir, e também uma abertura para outras sensações. “Trabalhamos intensamente e apaixonadamente”, declaram.
"A beleza oculta de São Paulo só se revela - e não aos olhos, mas antes ao coração - a quem tiver um sentimento de compaixão por esta cidade feita de ouro e chumbo, rosa e pedra. Essa beleza existe. Comove mais do que encanta”.
Roberto Gambini
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